Nas últimas três décadas do século XIX, o Governo Francês resolveu apoiar a construção do Canal do Panamá (nessa época, uma região pertencente à Colômbia), por questões puramente comerciais.
Seria uma obra de infraestrutura faraônica que consistia na abertura de um canal de aproximadamente 80 Km, objetivando ligar os Oceanos Atlântico e Pacífico e facilitar o transporte náutico de uma infinidade de insumos. Nessa época, a França vivia o seu auge cultural, e Paris era o centro mundial da arte, literatura, música e engenharia. Assim, o Governo Francês entrou em acordo com o da Colômbia e destacou o Engenheiro Lesseps para a realização deste feito histórico.
Infelizmente, uma sucessão de erros de projeto, planejamento e gerenciamento, cujo objetivo era fazer um canal totalmente nivelado, sem eclusas, e desconsiderando diferenças de níveis de até 130 metros, transformou o sonho francês num caos, e após cerca de 20 anos de insucessos, a obra foi abandonada, o prejuízo foi imenso (centenas de milhões de dólares), milhares de vidas foram perdidas (mais de 20 mil operários morreram acometidos de malária ou febre amarela) e, em consequência, o Engenheiro Lesseps caiu em desgraça, juntamente com o Governo Francês.
Alguns anos depois, já no início do século XX, o Presidente Americano Roosevelt resolveu patrocinar a continuidade do projeto, mas, seu interesse era militar. Ou seja, objetivava facilitar o agrupamento de suas esquadras. Após um início conturbado, em que o Governo da Colômbia não demonstrava muito interesse em fazer um acordo para que o projeto fosse retomado, o Governo Americano resolveu patrocinar a independência da província do Panamá e, logo, atingiu seu primeiro objetivo - assumiu o Panamá e começou a comandar a conclusão do canal. Assim, em 1908, tratando a construção do canal como uma missão militar, o Presidente Roosevelt nomeou o Major Goethals, como Gerente do Projeto, e lhe deu apoio incondicional. O Major Goethals, então, construiu o Canal do Panamá, com base em novos e mais eficientes projetos, que previam inovadores sistemas de eclusas, e de um detalhado planejamento e gerenciamento de todas etapas dessa imensa obra de infraestrutura.
Sem dúvida, o Canal do Panamá é uma jóia da engenharia, e para quem não teve a oportunidade de conhecê-lo, veja-o em detalhes nos dois links abaixo:
http://www.youtube.com/watch?v=6kNRargMP54
http://www.youtube.com/watch?v=HmuNWIrQIys
Marcus Parpinelli
Based on the extensive technical experience of this Professional Counselor, the engineer Marcus Vinicius Parpinelli, and of one professional team with multidisciplinary training, great experience in business and projects of high complexity, we have capacity to propose solutions for the resolution of problems for any company and in the most diverse activities, as the opportunities of the strategic sectors of Brazil, infrastructure, heavy construction, renewable energy, oil and gas, etc.
July 25, 2013
June 21, 2013
MANIFESTAÇÕES E PASSEATAS EM TODO O BRASIL - O QUE HÁ POR TRÁS DISSO TUDO ?
Estamos tentando entender essa situação... ou seja, o que há por trás disso tudo... ou o que está motivando todos esses eventos...
Não devemos entrar em detalhes, se são atos democráticos, que espelham as pretensões da grande maioria dos brasileiros comuns, ou se anarquismos de uma minoria retrógrada...
Vou, apenas, mostrar alguns depoimentos ou opiniões que nos fazem refletir e entender melhor esses acontecimentos...
TRISTE JUDICIÁRIO, de MARCO ANTONIO VILLA, Historiador e Professor da Universidade Federal de São Carlos (SP)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?
Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes. O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos. Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$ 2 milhões para serviço de secretariado.
Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$ 940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$ 11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$ 47 milhões e mais R$ 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$ 170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$ 114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$ 225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$ 286 mil.
Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais. Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, R$ 169 mil. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um recebeu R$ 404 mil; e outro, R$ 435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$ 197 mil e o segundo, com R$ 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$ 190 mil a R$ 228 mil.
Os funcionários, assim como os ministros, acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$ 21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$ 25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$ 39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).
Em meio a estes privilégios, o STJ deu péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$ 25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão.
Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.
EXAUSTÃO, de ELIANE CANTANHÊDE, Jornalista, Colunista da Folha de São Paulo, e comentarista do Telejornal "Globonews em Pauta"
BRASÍLIA - Condenados pelo Supremo têm mandato de deputado e, não bastasse, viram membros da Comissão de Constituição e Justiça.
Marcus Parpinelli
Não devemos entrar em detalhes, se são atos democráticos, que espelham as pretensões da grande maioria dos brasileiros comuns, ou se anarquismos de uma minoria retrógrada...
Vou, apenas, mostrar alguns depoimentos ou opiniões que nos fazem refletir e entender melhor esses acontecimentos...
TRISTE JUDICIÁRIO, de MARCO ANTONIO VILLA, Historiador e Professor da Universidade Federal de São Carlos (SP)
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?
Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes. O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos. Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$ 2 milhões para serviço de secretariado.
Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$ 940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$ 11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$ 47 milhões e mais R$ 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$ 170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$ 114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$ 225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$ 286 mil.
Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais. Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, R$ 169 mil. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um recebeu R$ 404 mil; e outro, R$ 435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$ 197 mil e o segundo, com R$ 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$ 190 mil a R$ 228 mil.
Os funcionários, assim como os ministros, acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$ 21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$ 25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$ 39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).
Em meio a estes privilégios, o STJ deu péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$ 25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão.
Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.
EXAUSTÃO, de ELIANE CANTANHÊDE, Jornalista, Colunista da Folha de São Paulo, e comentarista do Telejornal "Globonews em Pauta"
Um pastor de viés racista e homofóbico assume nada mais, nada menos que a presidência da Comissão de Direitos Humanos na Câmara.
Um político que saíra da presidência do Senado pela porta dos fundos volta pela da frente e se instala solenemente na mesma cadeira da qual havia sido destronado.
O arauto da moralidade no Senado nada mais era do que abridor de portas de um bicheiro famoso. E o Ministério Público, terror dos corruptos, é ameaçado pelo Congresso de perder o papel de investigação.
A chefe de gabinete da Presidência em SP usa o cargo e as ligações a seu bel-prazer, enquanto a ex-braço direito da Casa Civil, afastada por suspeita de tráfico de influência, monta uma casa bacana para fazer, possivelmente... tráfico de influência.
Um popular ex-presidente da República viaja em jatos de grandes empreiteiras, intermediando negócios com ditaduras sangrentas e corruptas.
Um ex-ministro demitido não apenas em um, mas em dois governos, tem voz em reuniões estratégicas do ex e da atual presidente, que "aceitaram seu pedido de demissão".
Ministros que foram "faxinados" agora nomeiam novos ministros e até o vice de um governador tucano vira ministro da presidente petista.
Na principal capital do país, incendeiam-se dentistas, mata-se à toa. Na cidade maravilhosa, os estupros são uma rotina macabra.
Enquanto isso, os juros voltam a subir, impostos, tarifas e preços de alimentos estão de amargar. E os serviços continuam péssimos.
É por essas e outras que a irritação popular explode sem líderes, partidos, organicidade. Graças à internet e à exaustão pelo que está aí.
A primeira batalha foi ganha com o recuo dos governos do PT, do PSDB e do PMDB no preço das passagens. Mas, claro, a guerra continua.
DE UMA BRASILEIRA COMUM, vejam o que está correndo nas redes sociais:
Marcus Parpinelli
March 13, 2013
Royalties ( pré-sal / pre salt )
Finalmente, a razoabilidade alcançou os governadores dos estados brasileiros não produtores de petróleo. Eles já se reuniram para negociarem com os governadores do Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo e pretendem aceitar a proposta anterior que estava amparada pelo veto da Presidente.
Se os nossos deputados e senadores não são razoáveis, alguém teria que ser... Parabéns aos governadores brasileiros, pela lição.
Finally, the reasonability has achieved the governors of Brazilian states not oil producers. They have already met to negotiate with the governors of Rio de Janeiro, Sao Paulo and Espirito Santo and intend to accept the previous proposal that was supported by the President's veto.
If our deputies and senators are not reasonable, someone had to be... Congratulations to the Brazilian governors, by the lesson.
Marcus Parpinelli
March 5, 2013
Investimentos para infraestrutura / Investments in infrastructure
O potencial de expansão dos investimentos externos para os próximos anos está sendo ampliado pelo empenho do governo brasileiro em atrair novos investidores estrangeiros para o pacote de concessões de US$ 235 bilhões em infraestrutura. Há uma enorme lacuna de investimentos em infraestrutura e o interesse da Presinente de preenchê-la, o quanto antes, aproveitando a grande oferta de recursos sem destino de outros países, que podem devem vir para o Brasil. Na última década, o Brasil subiu 11 posições no ranking dos destinos globais de investimentos estrangeiros diretos. Em 2003, o País era o 15º destino e no ano passado, passou a ser o 4º, só atrás de Estados Unidos, China e Hong Kong.
The potential for expansion of foreign investment for the next years is being expanded by the effort of the Brazilian government to attract more foreign investors to the concessions package of $ 235 billion in infrastructure. There is an enormous gap in infrastructure investments and interest of the Presinente to fill it out as soon as possible, taking advantage the large supply of resources without destination from other countries, who can should come to Brazil. In the last decade, Brazil climbed 11 positions in the ranking of global destinations for foreign direct investment. In 2003, Brazil was the 15th destination and last year became the 4th, just behind the United States, China and Hong Kong.
Marcus Parpinelli
The potential for expansion of foreign investment for the next years is being expanded by the effort of the Brazilian government to attract more foreign investors to the concessions package of $ 235 billion in infrastructure. There is an enormous gap in infrastructure investments and interest of the Presinente to fill it out as soon as possible, taking advantage the large supply of resources without destination from other countries, who can should come to Brazil. In the last decade, Brazil climbed 11 positions in the ranking of global destinations for foreign direct investment. In 2003, Brazil was the 15th destination and last year became the 4th, just behind the United States, China and Hong Kong.
Marcus Parpinelli
March 4, 2013
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